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Setembro amarelo: entenda a importância

Para quem não sabe, setembro é considerado  pela Associação Brasileira de Psiquiatria e o Conselho Federal de Medicina o mês do combate ao suicídio. O dia 10 é a marca oficial nas ações de conscientização e campanhas realizadas no país e no mundo. É conhecido como “Setembro Amarelo” justamente para dar destaque ao assunto, que infelizmente ainda não é tão difundido.

Em 10 anos, a taxa de suicídio no Brasil cresceu em torno de 17%, sendo considerado, hoje, o oitavo no ranking de incidentes. Pelos números oficiais, são 32 vítimas/dia (mais vítimas do que o câncer). Isso é muito triste! Acredita-se que o o contexto do país, além de fatores associados à saúde, educação e a própria perspectiva de vida nesse cenário, influenciem nos números. De acordo com a psiquiatra Valéria Barreto Novais,  “A população não tem acesso na medida que necessita de assistência, a saúde comum está ruim, e a mental principalmente. A lista de espera em hospitais psiquiátricos é enorme, tem hospitais fechando, as emergências e o acesso ao atendimento também, enquanto isso, a pessoa pode se matar.”

O suicídio na maioria das vezes está relacionado a traumas e doenças psiquiátricas (tais como depressão, transtorno de humor bipolar ou transtorno de personalidade). A pessoa pode apresentar indícios desde a infância, por isso é importante atentar-se aos sinais. Irritação repentina, mudanças de humor, isolamento e pessimismo em relação a quase tudo são alguns dos indicadores de tendência.

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A comunicação é extremamente importante para ajudar as pessoas que deixaram o  sentido de sua existência escapar em algum momento. Entes próximos e de confiança são fundamentais, por terem uma noção maior do que está acontecendo. Em momentos vulneráveis, ter alguém para conversar é essencial. A empatia é capaz de salva-la. Se colocar no lugar de alguém para entender o sofrimento é o melhor precedente para o conselho.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, 9 em cada 10 casos podem ser prevenidos. Geralmente, os que estão desistindo da vida não querem de fato fazer isso. Eles querem apenas interromper as marés de confusão e tristeza e vêem o ato como uma solução. É necessário a pessoa buscar ajuda além da atenção de quem está à sua volta. Na maioria das vezes, não procuram essa ajuda por temer a comunicação e sofrer preconceito. Por isso é tão importante campanhas de conscientização. A discussão a respeito do assunto pode dar espaço para se abrirem e e exporem o que lhes causa sofrimento. Pode fazer com que  entendam que a escolha é delas, mas que possam reencontrar os motivos pelos quais vale a pena viver (seja pelo amor à família e amigos, pelas coisas simples e incríveis  que o universo proporciona, e, principalmente, pelo amor a si). As possibilidades e caminhos são muitos, e sempre haverá coisas boas ao longo deles. A beleza está nos olhos de quem vê, e o essencial é invisível aos olhos. Sendo assim, a inspiração e amor à vida só nós podemos encontrar. Com sorte, teremos pessoas que nos amam e que nos acompanharão na jornada.

 

 

 

 

 

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Jonathan N. Ramos
Jonathan N. Ramos
Sou Jonathan, tenho 20 anos, nascido em Valhalla, NY. Fotógrafo amador, apaixonado pela natureza, filosofia, cinema. Sempre acompanhado de uma xícara de café e uma boa música! "Sejam todos muito bem vindos ao mundo maravilhoso das curiosidades!"

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